A primeira semana de novembro, no Piauí, deve ser uma das mais quentes do ano, com temperaturas acima dos 40°C em algumas regiões do estado. A previsão é baseada em modelos meteorológicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e foi destacada por Werton Costa, diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí.
Segundo ele, a população já tem sentido uma mudança nas condições térmicas nos últimos dias. Mesmo sem aumento significativo nas temperaturas registradas pelos termômetros, a sensação de abafamento ficou mais intensa.
"O piauiense tem sentido, nos últimos dias, uma condição térmica diferenciada. Apesar de os termômetros estarem registrando as mesmas temperaturas da semana passada, nós temos uma sensação térmica majorada, que torna o tempo muito abafado", explicou.
A previsão do tempo para esta semana, em Piripiri, aponta para dias de calor intenso, com predomínio de sol e poucas possibilidades de chuva. Nesta terça-feira (3), as temperaturas variam entre 22°C e 41°C. Na quarta-feira (4), a máxima chega a 40°C; na quinta (5), pode atingir 41°C. Na sexta-feira (6) e no sábado (7), o calor continua, com máximas de 41°C. Já no domingo (8), a previsão indica temperaturas entre 22°C e 39°C, com possibilidade de pancadas isoladas de chuva. A umidade do ar também merece atenção, principalmente nos horários mais quentes do dia, sendo recomendável reforçar a hidratação e evitar exposição prolongada ao sol.
Em Teresina, as temperaturas podem chegar a 42°C. O diretor ressaltou que esse valor corresponde à temperatura medida pelos termômetros, e não à sensação térmica, que pode ser ainda maior.
A previsão do modelo meteorológico Monan, do Inpe, aponta que esta pode ser a semana mais quente de 2026. Entre os fatores que contribuem para o calor estão o fenômeno El Niño, que está em sua fase de maior intensidade, e o aquecimento das águas do oceano Atlântico.
El Niño e aquecimento do oceano
De acordo com Werton Costa, o El Niño contribui para alterações nas condições climáticas em diferentes regiões do Brasil, favorecendo tanto ondas de calor quanto episódios de chuva e vendavais.
Outro fator é o aquecimento das águas do oceano Atlântico. Segundo o diretor, uma onda de calor marinha está posicionada na faixa oriental do Nordeste, entre o Rio Grande do Norte e o Recôncavo Baiano.
Esse aquecimento aumenta a energia térmica sobre o oceano e contribui para a entrada de massas de ar quente no continente. Mesmo com a presença de umidade, esse ar reforça a sensação de abafamento.
Fonte: G1 Piauí





