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Piauí registra recuperação hídrica em fevereiro

Das 61 cidades que registraram volumes expressivos em fevereiro, apenas dez apresentaram índice negativo.

William Lopes03/03/2026 13:27
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Resumo criado pela IA do iPiauí e revisado pela equipe de redação.

A Semarh apontou que janeiro de 2026 teve anomalias negativas nas chuvas no Piauí.
Janeiro apresentou déficit de precipitação no centro-sul e sudeste do Piauí.
Em fevereiro, 61 cidades tiveram volumes expressivos de chuva, com destaque para Uruçuí e Jerumenha.

A análise comparativa das médias pluviométricas municipais revela um comportamento climático distinto entre janeiro e fevereiro deste ano, no Piauí. De acordo com levantamento da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), enquanto o primeiro mês de 2026 foi marcado por predominância de anomalias negativas, com redução significativa nos acumulados médios em relação a janeiro do ano passado, fevereiro apresentou uma reversão consistente do cenário, com chuvas mais intensas e melhor distribuídas em praticamente todas as regiões do estado.


Em janeiro, a irregularidade das precipitações foi mais evidente em áreas do centro-sul e parte do sudeste piauiense, com déficits expressivos logo no início da quadra chuvosa. O padrão acendeu alerta para o campo e para o abastecimento em pequenos reservatórios, já que diversos municípios registraram volumes abaixo da média histórica para o período.


O cenário, no entanto, mudou de forma significativa em fevereiro. Em diversos municípios, os incrementos superaram 100 milímetros e, em alguns casos, ultrapassaram a marca dos 200 milímetros nas médias mensais, indicando intensificação da atividade convectiva e maior organização dos sistemas atmosféricos atuantes.


Das 61 cidades que registraram volumes expressivos em fevereiro, apenas dez apresentaram índice negativo na comparação com o mesmo período do ano passado. Em outras 30 cidades, os acumulados ultrapassaram os 100 milímetros nas médias. Destaque para Uruçuí, que registrou 284,54 mm, e Jerumenha, com 251,20 mm. A capital Teresina também apresentou volume significativo, com 113,27 mm em fevereiro deste ano.


Segundo o climatologista Pedro Aderaldo, da Sala de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o comportamento de fevereiro foi determinante para o equilíbrio hídrico no estado. “Observamos uma intensificação da atividade convectiva e melhor organização dos sistemas atmosféricos, o que favoreceu acumulados mais expressivos e uma distribuição espacial mais homogênea das precipitações. Isso contribuiu diretamente para a recomposição parcial da umidade do solo e melhoria das condições agro-hídricas”, explica.


Do ponto de vista climático, fevereiro representou uma recuperação relevante em relação ao ano anterior. As chuvas favoreceram a elevação dos níveis em pequenos reservatórios, reduziram o estresse hídrico em áreas produtivas e trouxeram alívio para o setor agrícola, especialmente em regiões que haviam iniciado o ano sob déficit pluviométrico.


De acordo com a Semarh, o balanço reforça a importância do monitoramento contínuo das condições atmosféricas, sobretudo em um estado marcado por forte variabilidade climática. Após um janeiro de instabilidade e irregularidade, fevereiro mostrou que a quadra chuvosa ainda pode apresentar capacidade de recuperação, desde que os sistemas meteorológicos atuem de forma organizada e persistente.


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