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SSP deflagra operação falso advogado no Piauí

A operação tem como objetivo desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada na prática de estelionato

William Lopes04/03/2026 08:23 2 min
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Leitura Rápida

Resumo criado pela IA do iPiauí e revisado pela equipe de redação.

A Polícia Civil do Piauí e do Ceará deflagraram a Operação Falso Advogado com 62 mandados cumpridos.
O grupo usava engenharia social para acessar dados sigilosos e criar perfis falsos de advogados.
A operação ocorreu em várias cidades de CE, GO, AM e PE com apoio da SOI e PCPI.

A Secretaria de Segurança Pública, por meio da Polícia Civil do Estado do Piauí, através do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), em conjunto com a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (04), a Operação Falso Advogado, com o cumprimento de 62 medidas judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão.


A operação tem como objetivo desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada na prática de estelionato eletrônico, organização criminosa e invasão de dispositivo informático.


De acordo com as investigações, o grupo utilizava técnicas avançadas de engenharia social e acessava indevidamente dados processuais sigilosos para enganar vítimas que possuíam ações judiciais em andamento.


O modus operandi consistia na criação de perfis falsos de advogados para entrar em contato com as vítimas, informando sobre a suposta liberação de alvarás judiciais. Para que os valores fossem “liberados”, os criminosos exigiam o pagamento de “taxas judiciais” inexistentes, geralmente por meio de transferências via PIX.


Participaram ativamente da operação as Polícias Civis dos Estados do Ceará, Goiás, Pernambuco e Amazonas, no cumprimento simultâneo de medidas cautelares nas cidades de Fortaleza/CE, Maracanaú/CE, Tauá/CE, Pacatuba/CE, Caucaia/CE, Aracoiaba/CE, Aparecida de Goiânia/GO, Manaus/AM, Borba/AM, Recife/PE e Paulista/PE. Também deram apoio à ação a Superintendência de Operações Integradas (SOI) e a Coordenação de Serviços Virtuais (PCPI).


De acordo com o coordenador do DRCC, delegado Humberto Marcola, é fundamental que a população esteja atenta.


“Advogados e tribunais não solicitam pagamentos imediatos via PIX para liberação de valores judiciais. Na dúvida, entre em contato direto com o escritório por um número oficial já conhecido”, alertou o delegado.


A Polícia Civil do Piauí reafirma seu compromisso em romper a barreira da territorialidade no ambiente digital, garantindo que criminosos cibernéticos sejam identificados e responsabilizados, independentemente da unidade da federação em que estejam atuando.

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