politica

Agrespi defende redução da tarifa de energia no Piauí e no Nordeste

A consulta discute como devem ser usados recursos extraordinários provenientes da repactuação do uso do bem público.

William Lopes07/01/2026 16:36 3 min
📊Como os leitores se sentiram:
😊
0%
🤩
0%
😲
0%
Clique para ouvir0:00 / 0:00
Agrespi defende redução da tarifa de energia no Piauí e no Nordeste
Clique na imagem para visualizar em tamanho original

Leitura Rápida

Resumo criado pela IA do iPiauí e revisado pela equipe de redação.

A Agrespi enviou contribuição técnica à Aneel sobre critérios para reduzir tarifas de energia no Nordeste e Norte.
A consulta pública trata do uso de recursos da repactuação do uso do bem público para diminuir a conta de luz nessas.
A Agrespi apoia distribuir recursos proporcionalmente às tarifas de cada área, beneficiando mais onde a energia é mais.

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Piauí (Agrespi) apresentou contribuição técnica em consulta pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que discute os critérios para a destinação de recursos para a redução das tarifas de energia elétrica nas regiões Nordeste e Norte do país, defendendo um modelo de redução da tarifa de energia que leve em conta a realidade dos estados nordestinos, especialmente do Piauí, onde o custo da energia pesa mais no orçamento das famílias e na atividade econômica.


A consulta discute como devem ser usados recursos extraordinários provenientes da repactuação do uso do bem público (UBP), valores que, por lei, precisam ser aplicados para diminuir a conta de luz dos consumidores das regiões Norte e Nordeste nos próximos anos.

Foto: Arquivo/Cidadeverde.com

Para a diretora-geral da Agrespi, Thaís Araripe, participar desse debate é uma forma de garantir que decisões nacionais considerem o impacto real nos estados. “Nosso compromisso é levar à Aneel uma visão técnica baseada na realidade do estado. A regulação nacional precisa considerar o impacto que as decisões têm na vida das pessoas, especialmente em regiões onde a energia é um fator determinante para o desenvolvimento”, completou a gestora.


Na contribuição encaminhada à Aneel, a Agrespi manifestou apoio à proposta que prevê a distribuição dos recursos de forma proporcional às tarifas praticadas em cada área de concessão. Em termos simples, isso significa direcionar mais recursos para onde a energia é mais cara, permitindo uma redução mais equilibrada da conta de luz.


Segundo o diretor de Energia, Comunicação e Gás Canalizado da agência, Dionatas Alves, essa alternativa evita tratamentos iguais para realidades diferentes. “Nem todas as regiões têm o mesmo custo para fornecer energia. O Nordeste, por exemplo, enfrenta desafios como longas distâncias, menor concentração de consumidores e maiores perdas. A proposta que defendemos reconhece essas diferenças porque tarifas mais equilibradas reduzem o custo da energia para consumidores residenciais, comércio e indústria, o que tem reflexo direto na geração de emprego, renda e atração de investimentos”, explicou o gestor.


A estimativa é que, caso adotada, a alternativa defendida possa resultar em uma redução média em torno de 12% nas tarifas das distribuidoras que não receberam antecipações ao longo de 2025, sempre dentro dos limites definidos pela regulação.


Na prática, a proposta defendida pela Agrespi contribui para que o desconto na conta de luz tenha impacto semelhante para os consumidores, independentemente do estado, evitando que regiões que já pagam tarifas elevadas recebam benefícios menores.


Segundo a avaliação técnica apresentada pela Agrespi, a “Alternativa 3” é a que melhor incorpora os princípios da legislação tarifária brasileira, pois considera, de forma integrada, fatores que influenciam diretamente o valor final da conta de luz, como:


custos operacionais das distribuidoras;

perdas técnicas e não técnicas;

densidade de carga;

base de remuneração dos ativos;

encargos setoriais e custos de transmissão.

Ao utilizar a própria tarifa como referência para o rateio dos recursos, o modelo permite que o desconto tenha impacto proporcional semelhante para todos os consumidores, independentemente da distribuidora, minimizando distorções e tratamentos desiguais.


“O objetivo é simples: fazer com que o alívio na conta de luz seja sentido por quem mais precisa. Quando a tarifa cai de forma equilibrada, melhora o poder de compra das famílias e também a competitividade das empresas locais”, destacou Thaís Araripe.


A consulta pública nº 47/2025 segue aberta para contribuições da sociedade, e as manifestações recebidas servirão de subsídio para a definição final do critério de rateio dos recursos, que serão aplicados diretamente nas tarifas de energia elétrica.

Como esta matéria te deixa?

Newsletter

Receba as notícias do iPiauí

Fique por dentro das principais notícias do dia direto no seu email.