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Piauí reduz número de feminicídios em 2026

O balanço bimestral aponta que os registros de estupros de mulheres também caíram expressivamente.

William Lopes09/03/2026 15:21 2 min
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Piauí reduz número de feminicídios em 2026
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Leitura Rápida

Resumo criado pela IA do iPiauí e revisado pela equipe de redação.

Os casos de feminicídio no Piauí caíram de 12 para quatro entre os primeiros meses de 2025 e 2026.
Registros de estupros de mulheres também diminuíram, de 210 para 151 no primeiro bimestre de 2026.
Prisões aumentaram 23,3%, de 434 para 535 no mesmo período, e políticas públicas foram destacadas.

Os casos de feminicídio no Piauí registraram queda expressiva nos primeiros meses do ano, saindo de 12 ocorrências no mesmo período de 2025 para quatro em 2026, uma redução de 66,7%. Os números foram apresentados nesta segunda-feira (9), durante o lançamento da Campanha Março Mulher, no Palácio de Karnak, em Teresina.

Foto: Gabriel Paulino

O balanço bimestral aponta que os registros de estupros de mulheres também caíram expressivamente. De 210 casos no primeiro bimestre de 2025 caiu para 151 casos no primeiro bimestre de 2026, uma redução de 28,1%.


Durante a solenidade, o governador Rafael Fonteles destacou que a redução de dois terços do número de feminicídio tem relação com o aumento da punição dos agressores e também com o aumento do registro de denúncias. “Estamos trabalhando para zerar o número de feminicídio no Piauí”, disse.


Segundo os dados apresentados pela Secretaria de Estado da Segurança (SSP), o número de prisões efetuadas pelas Delegacias Especializadas subiu de 434 no primeiro bimestre de 2025 para 535 no mesmo período de 2026, um aumento de 23,3%.


A secretária de Estados das Mulheres (Sempi), Zenaide Lustosa, reforçou a importância das políticas públicas implementadas no estado e ressaltou que nenhuma das mulheres assistidas pela Patrulha Maria da Penha foi vítima de feminicídio no ano passado. “Existem no Piauí 81 secretarias municipais das Mulheres e 60% da violência ocorreu onde não tinha secretaria específica para mulheres”, esclarece Zenaide.


A delegada Bruna Fontenele, diretora da Proteção à Mulher e Grupos Minoritários, destacou a importância das ações do Governo do Estado para garantir maior segurança, como cursos de qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho. “Como delegada de polícia, que atua no enfrentamento à violência contra a mulher, uma das formas de reduzir esse tipo de violência é dar oportunidade para que a partir dessa independência financeira, desse empoderamento, ela tenha autonomia para tomar suas decisões”, explica.



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