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Plano Safra: agricultores do Piauí acessam R$ 1,8 bilhão em crédito

De acordo com dados do governo federal, mais de 230 mil contratos de crédito rural já foram firmados no estado.

William Lopes27/01/2026 07:43 3 min
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Leitura Rápida

Resumo criado pela IA do iPiauí e revisado pela equipe de redação.

Agricultores familiares do Piauí contrataram R$ 1,8 bilhão em crédito rural nas últimas três safras pelo Plano Safra.
Mais de 230 mil contratos foram firmados no estado desde a retomada do programa na safra 2023/2024.
O Plano Safra reduziu juros e criou linhas específicas para mulheres e jovens rurais.

Os agricultores familiares do Piauí já contrataram aproximadamente R$ 1,8 bilhão em crédito rural nas últimas três safras por meio do Plano Safra da Agricultura Familiar, retomado pelo Governo do Brasil a partir da safra 2023/2024. Os recursos, com juros subsidiados, têm sido utilizados principalmente para a produção de alimentos, fortalecimento da renda no campo e ampliação da oferta de produtos para a população.


De acordo com dados do governo federal, mais de 230 mil contratos de crédito rural já foram firmados no estado desde a retomada do programa. A safra 2025/2026 segue em andamento e se estende até 30 de junho.


Pronaf impulsiona produção no estado

O crédito acessado pelos agricultores piauienses é operacionalizado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal instrumento de financiamento do Plano Safra voltado a pequenos produtores.


Em todo o país, entre 2023 e 2025, mais de 2 milhões de agricultores familiares acessaram o crédito rural do programa. No período, o Governo do Brasil anunciou R$ 225,8 bilhões em recursos para o setor, volume que representa um aumento de 47,5% em relação ao governo anterior.


Redução de juros e novas linhas ampliam acesso

Além do volume recorde de investimentos, o Plano Safra da Agricultura Familiar trouxe redução das taxas de juros para a produção de alimentos e a criação de linhas específicas de crédito voltadas para mulheres rurais, jovens agricultores, irrigação sustentável e transição agroecológica.


Essas medidas contribuíram para a diversificação dos produtos financiados, com crescimento expressivo em diferentes cadeias produtivas. Entre os destaques estão:


feijão: +92%;


arroz: +30%;


leite: +26%;


pescados: +26%;


bovinos: +107%.


O aumento da produção fortalece a economia rural e amplia a oferta de alimentos no mercado interno.


Impacto no preço dos alimentos e combate à fome

Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, o fortalecimento da agricultura familiar teve impacto direto na redução histórica dos preços dos alimentos e contribuiu para a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, em 2025.


“Nós diferenciamos os juros para esses alimentos que vão para a mesa do povo brasileiro. E foi um sucesso porque tivemos queda dos preços dos produtos nas feiras e supermercados”, afirmou o ministro.


Teixeira também destacou o reforço aos programas de compras públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que garantem mercado para os agricultores familiares e destinam os alimentos a escolas e comunidades em situação de insegurança alimentar.

Fonte: Cidade Verde

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